quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Carta para Dilma

Cara Dilma,

Você se mudou e deixou para trás seus animais de estimação. Cachorros e gatos não são sofás ou guarda-roupas velhos que não cabem em apartamentos novos. Conheço gente que é feliz e tem a consciência tranquila vivendo em quarto-e-cozinha com cachorros e gatos, e se mantendo com o salário mínimo que você estipulou.

Pra começar, animal não é presente, assim como não se dá um filho para um casal que deseja muito ter uma criança. Um cachorro viverá aproximadamente 15 anos, precisarando todos os dias de passeios, comida, atenção, e periodicamente de cuidados veterinários. Ele desejará passar as férias junto com você, e não sozinho, enquanto você e sua família soltam fogos na praia.

Não votei em você, por não ter encontrado absolutamente nada em favor dos animais na sua planilha de governo. Votei sim em uma pessoa que falou dos benefícios de não se comer carne, andar de bicicleta, reciclar o lixo, ser ético, e que assim como eu, muitas pessoas estão seguindo e votarão nas próximas eleições.

Não acompanho muito a política, apenas ouvi que você saiu por não ser mais querida entre a maioria das pessoas. Até aí tudo bem, não podemos agradar a todos, mesmo. O que ficou muito feio foi a forma como você saiu, deixando para trás seus cachorros, pois ao menos para eles, você valia alguma coisa. Pode apostar, você estaria incomparavelmente mais feliz agora com a companhia dos seus 5 bichinhos. Ops, falei 5?

Num Brasil que dança entre a ausência de leis e a falta de punição para os maus-tratos dos animais, e com uma população estimada de mais de 50 milhões de cachorros nas ruas, seu exemplo não poderia ter sido pior.

Laura Kim, Veganismo Brasil

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NOTA À IMPRENSA

A respeito das notas publicadas pela imprensa sobre a morte do cachorro Nego, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. Não procede a informação de que Dilma Rousseff tenha “abandonado” o labrador Nego, que ganhou de José Dirceu em 2005. Ao lado dos outros cães de estimação da ex-presidenta – todos adotados: os labradores Boni, Galego e Princesa, além da cadelinha Fafá –, Nego foi amado por Dilma e sua família desde que passou a viver com ela em Brasília, nos tempos em que era ministra-chefe da Casa Civil.

2. Animal de grande porte, com quase 1,70m, Nego tinha três anos de idade quando passou a viver com Dilma. Aos 14 anos, desde dezembro de 2015, vinha sofrendo. Além da idade avançada, foi diagnosticado pelo veterinário como portador de mielopatia degenerativa canina.

3. Sob cuidados e orientação do médico-veterinário, Dilma prolongou ao máximo que pode o conforto e as necessidades de Nego. Há dois meses, o médico recomendou que fosse abreviado o sofrimento do cão, um dos prediletos de Dilma. Relutante, ela adiou a decisão até pouco antes de deixar o Palácio da Alvorada, na semana passada, e mudar-se para Porto Alegre.

4. Dilma sempre teve amor por animais de estimação. Adotou Fafá quando percorria as ruas de Brasília em uma caminhada e encontrou a cadelinha abandonada no Lago Sul. A acolheu e passou a cuidar dela com amor, atenção e carinho. Fafá permanece com uma das tias da ex-presidenta, que a levou para Belo Horizonte, onde vai ficar até que Dilma a transfira para Porto Alegre, em novembro.

5. Já a labradora Princesa está com o ex-marido de Dilma, o advogado Carlos Araújo, em Porto Alegre. Quanto aos outros cães – os labradores Boni e Galego – Dilma optou por deixá-los com amigos que vivem em Brasília, porque não havia como levar os dois para morar no apartamento que tem em Porto Alegre.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF


dilma.com.br/blogdoalvorada 

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